Quando a mente continua trabalhando
Um espaço para refletir sobre as exigências da rotina e a importância das pausas.
Ler artigo ↗Um espaço para ampliar o olhar sobre emoções, comportamentos e cuidado com a saúde mental, no seu tempo.
Escolha um ritmo confortável. Ao iniciar, a tela ficará azul e o círculo guiará cada etapa. Um tempo corresponde a um segundo. Respire suavemente, sem forçar.
Respirar pausadamente é uma forma simples de cuidar de si no cotidiano. Estudos sobre exercícios respiratórios apontam benefícios para a redução do estresse. A respiração lenta também pode favorecer a influência do sistema nervoso parassimpático sobre o coração, participando da regulação dos batimentos cardíacos.
Reserve alguns minutos, encontre uma posição confortável e acompanhe o movimento do círculo. Inspire suavemente e deixe o ar sair sem esforço. A proposta é criar um momento de pausa, respeitando seu próprio ritmo.
Como começar? No ritmo 4 × 6, você inspira por quatro segundos e expira por seis, sem prender o ar. A opção de cinco minutos oferece um tempo para a prática; se preferir, comece com uma pausa breve. Os efeitos podem variar entre as pessoas.
Textos sobre saúde mental e comportamento,
com referências e propostas de reflexão.
Um espaço para refletir sobre as exigências da rotina e a importância das pausas.
Ler artigo ↗Reflexões sobre padrões de comportamento, contexto e possibilidades de mudança.
Ler artigo ↗Um convite a observar as próprias experiências com mais atenção e curiosidade.
Ler artigo ↗Guias autorais, propostas de reflexão e um novo passatempo para descobrir.
Em breve serão disponibilizados para downloads
Em preparaçãoUm guia para conhecer o tabuleiro, aprender os movimentos e praticar seus primeiros desafios. Uma proposta educativa de lazer, no seu ritmo.
Material em preparaçãoUm espaço de leitura sobre emoções, comportamentos e cuidado com a saúde mental. Explore os temas e encontre seu próximo texto.
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Um espaço para refletir sobre as exigências da rotina e a importância das pausas.
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Dayse Lemos Vescovi
Psicóloga Clínica | Neuropsicologia
Psicoterapia e avaliação neuropsicológica com escuta individualizada e prática baseada em evidências. Um espaço para compreender emoções, comportamentos e o funcionamento cognitivo.


Dayse Lemos Vescovi
Psicóloga Clínica | Neuropsicologia
Sou psicóloga clínica, com especializações em Neuropsicologia: Avaliação e Reabilitação, Neurociência Aplicada à Educação, Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicopatologia.
Minha formação inclui aprimoramento em TCC nos Transtornos Ansiosos e formação em Transtornos do Impulso e Dependências Comportamentais. No trabalho clínico, considero sua história, seus objetivos e os desafios que aparecem no cotidiano.
Conheça minha formaçãoA demanda inicial orienta a escolha do processo e dos recursos utilizados, com objetivos definidos em conjunto.
Um trabalho para compreender padrões que geram sofrimento, lidar com a ansiedade, desenvolver a regulação emocional e ampliar possibilidades nas relações e nas escolhas.
Informações sobre atendimentoInvestigação do funcionamento cognitivo, emocional e comportamental por meio de entrevistas, instrumentos apropriados, análise integrada e devolutiva individualizada.
Informações sobre avaliaçãoAnsiedade de desempenho, decisões sob pressão, impulsividade, atenção e organização são algumas das demandas que podem repercutir no trabalho e na vida pessoal.
Formação em psicologia, neurociência e abordagens clínicas para compreender os diferentes aspectos do funcionamento humano.
Compreender a própria história amplia o olhar sobre as possibilidades do presente.
Entre em contato para consultar disponibilidade e saber mais sobre psicoterapia e avaliação neuropsicológica. Atendimento online e presencial em São Paulo, mediante agendamento.
O expediente termina, mas as tarefas continuam presentes nos pensamentos. Como reconhecer esse movimento e criar espaço para a recuperação?
Você encerra uma reunião, guarda o computador e tenta seguir com a noite. Ainda assim, repassa uma conversa, antecipa uma cobrança ou sente vontade de conferir mais uma mensagem. O corpo saiu do trabalho, mas parte da atenção continua ali. Isso pode acontecer em períodos exigentes e merece ser observado quando passa a ocupar de forma persistente os momentos de descanso.
Organizar uma tarefa para o dia seguinte pode ser útil. Já retornar repetidamente ao mesmo problema, sem chegar a uma decisão ou a um próximo passo, pode prolongar a sensação de estar em serviço. Uma pergunta ajuda a perceber a diferença: este pensamento está me permitindo agir ou estou apenas percorrendo outra vez o mesmo caminho?
Na TCC, investigamos a situação, as interpretações que surgem e a maneira como elas se relacionam com emoções e comportamentos. [2] Imagine alguém que recebe uma mensagem no fim do dia e pensa: “Se eu não responder agora, vão achar que não sou comprometido”. Essa interpretação pode acompanhar ansiedade e sucessivas checagens. É uma hipótese a examinar, considerando as exigências reais do trabalho e o que foi efetivamente combinado, em vez de tratar o pensamento como uma certeza.
Pesquisas sobre recuperação do trabalho encontram associação entre conseguir se desligar psicologicamente das demandas profissionais e indicadores como menor exaustão e melhor sono. Isso não significa apagar os pensamentos ou garantir bem-estar com uma técnica. Sobrecarga, insegurança e expectativas de disponibilidade também precisam entrar na análise. [1]
Quando existem cobranças contínuas fora do expediente, o cuidado pode envolver conversar sobre prioridades, revisar prazos e negociar limites possíveis. A responsabilidade pela recuperação não deve ficar toda sobre quem já está sobrecarregado.
Se fizer sentido para sua rotina, experimente reservar alguns minutos no encerramento do trabalho para registrar o que ficou pendente, qual será o próximo passo e quando poderá retomá-lo. Depois, escolha uma atividade de transição viável, como tomar banho, caminhar ou preparar uma refeição. Essa é uma proposta prática de organização, não uma fórmula de tratamento.
Se a preocupação reaparecer, reconheça que ela está presente e consulte seu plano: há algo que realmente exige ação agora? Quando não houver, tente voltar à atividade escolhida, sem transformar o descanso em mais uma tarefa na qual você precisa ter um desempenho perfeito.
Se esse padrão prejudica o sono, as relações ou a capacidade de se recuperar, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender o que o mantém. O objetivo é construir respostas compatíveis com sua realidade, incluindo mudanças no ambiente quando necessárias.
Reconhecer o que acontece antes e depois de uma ação pode ajudar a compreender padrões e planejar respostas diferentes.
Responder a uma mensagem no calor da discussão, fazer uma compra sem planejamento ou abrir repetidamente um aplicativo são situações diferentes que podem ter algo em comum: a sensação de agir antes de conseguir avaliar o que se está fazendo. Depois, talvez venha arrependimento, uma tentativa de compensação ou a promessa de que aquilo não vai se repetir.
Um episódio isolado não define um transtorno. A frequência, o contexto, o grau de controle e os prejuízos precisam ser considerados em conjunto. Comparar comportamentos muito diferentes ou concluir que tudo decorre de falta de disciplina pode dificultar a compreensão do problema.
Em um editorial sobre os transtornos do controle do impulso, o psiquiatra Hermano Tavares chama atenção para o amplo acesso a produtos, serviços e crédito, somado ao excesso de informações sobre oportunidades potencialmente gratificantes. Esse contexto pode encurtar o tempo disponível para ponderar e decidir. [3]
Essa perspectiva convida a olhar também para as condições em que uma escolha acontece. Uma oferta com prazo curto ou uma sequência de notificações, por exemplo, pode ser um ponto de partida para observar o próprio comportamento, sem concluir que uma situação isolada define um transtorno.
Uma forma de começar é descrever um episódio concreto. O que aconteceu antes? Que pensamentos e emoções apareceram? Qual foi a ação? O que mudou logo depois e quais consequências surgiram mais tarde? Esse tipo de observação é compatível com a investigação cognitiva e comportamental das dificuldades. [1]
Em uma situação hipotética, alguém recebe uma crítica e responde de imediato para encerrar o desconforto. A conversa termina naquele momento, mas o conflito se amplia depois. A pergunta clínica não precisa se limitar a “por que não me controlei?”. Também cabe perguntar o que aquela resposta resolveu no curto prazo e qual alternativa poderia atender à mesma necessidade com menos consequências indesejadas.
Quando possível, escolha uma situação específica para observar e uma alternativa pequena para experimentar. Por exemplo: “Se eu perceber vontade de enviar uma resposta agressiva, vou salvar o texto como rascunho e reler antes de enviar”.
Planos que ligam uma situação a uma ação, no formato “se isso acontecer, então farei aquilo”, são chamados de intenções de implementação e foram estudados no campo da realização de objetivos. Esses resultados não significam que um plano simples trate, sozinho, transtornos do impulso ou dependências. A utilidade precisa ser avaliada em cada caso. [2]
Outra possibilidade é ajustar o ambiente: reduzir notificações, retirar atalhos de aplicativos ou combinar uma etapa de revisão antes de uma decisão. São exemplos de mudanças a considerar, e não recomendações universais. A alternativa precisa ser viável para a pessoa e para o comportamento em questão.
Se o comportamento se repetir, registre o que mudou naquele dia: contexto, cansaço, conflitos, acesso ou oportunidades. O episódio pode oferecer informação para rever o plano. Isso não elimina a responsabilidade pelas consequências, mas permite trabalhá-la com mais precisão.
Quando há perda de controle, prejuízos financeiros, conflitos importantes ou tentativas frustradas de interromper um comportamento, vale buscar avaliação profissional. O tratamento exige compreender o problema específico e construir um plano individualizado, em vez de depender apenas de promessas de autocontrole.
Observar e nomear uma emoção pode ser um começo para compreender a experiência e escolher como responder.
Às vezes, é mais fácil dizer “estou mal” do que distinguir o que está acontecendo. Pode haver tristeza, irritação, medo, frustração ou várias experiências ao mesmo tempo. Em outras situações, a pessoa identifica uma emoção, mas logo se critica: “Eu não deveria estar sentindo isso”. Essa cobrança pode tornar ainda mais difícil observar a experiência com clareza.
Sentir raiva e agredir são coisas diferentes. Assim como sentir medo não determina, por si só, que uma situação deva ser evitada. Reconhecer uma emoção ajuda a descrevê-la, enquanto a escolha da resposta também envolve avaliar o contexto, as consequências e o que importa naquele momento.
As emoções não são provas infalíveis sobre a realidade. A ansiedade antes de uma conversa, por exemplo, não confirma que haverá rejeição. Ao mesmo tempo, ignorar o contexto e tentar substituir todo desconforto por um pensamento otimista pode deixar de lado problemas que precisam de uma resposta concreta.
Experimentos sobre nomeação das emoções, chamada de rotulação afetiva, encontraram mudanças em respostas emocionais em condições de laboratório. Esses achados ajudam a estudar o processo, mas não permitem prometer que nomear uma emoção fará o sofrimento desaparecer ou que o efeito será igual em todas as pessoas. [1]
Como proposta de observação, você pode registrar uma situação recente e completar quatro frases: “O que aconteceu foi...”; “O pensamento que apareceu foi...”; “A emoção que reconheço é...”; “A vontade de agir que surgiu foi...”. Se não conseguir identificar tudo, anote apenas o que for possível.
Esse registro não é um teste nem um diagnóstico. Ele pode ajudar a diferenciar elementos que, durante uma experiência intensa, parecem acontecer como uma coisa só.
A pesquisa sobre regulação emocional descreve diferentes maneiras de influenciar uma experiência, como mudar uma situação, dirigir a atenção ou rever sua interpretação. O momento e o contexto importam; uma única estratégia não atende a todas as necessidades. [2]
Depois de observar o que sente, pergunte: há um problema que posso resolver? Preciso pedir apoio, estabelecer um limite, descansar ou esclarecer uma informação? Se uma interpretação estiver aumentando o sofrimento, pode ser útil examiná-la à luz das evidências disponíveis, sem exigir de si uma conclusão artificialmente positiva.
Algumas experiências são difíceis de compreender ou manejar sem ajuda. Se as emoções vêm acompanhadas de sofrimento persistente ou prejuízo na rotina e nas relações, o acompanhamento psicológico pode oferecer um espaço para investigá-las e desenvolver formas de responder. A proposta é ampliar possibilidades de cuidado, respeitando sua história e as condições em que você vive.